domingo, 5 de dezembro de 2010

Minha partida rumo ao outro lado do mundo


Descobrir que o mundo é realmente muito grande e que você devia tentar conhecer o máximo que puder, porque ele muda a cada instante e existem pessoas maravilhosas nele.

Que sua família continuará sendo sua família não importa onde você esteja, e que a preocupação de pai nao diminui com a distância, independente de qual for.

Que amigos nunca são demais, e que pouco importa de onde ele veio, qual sua cultura ou etnia, sempre serão bem vindos, e que você tem que estar aberto para absorver tudo que eles possam te acrescentar.

Que saudades dói até você aprender a viver com ela, te amadurece.

Que nem sempre ter planos é bom... Evita frustrações e é bom viver um pouco sem ter que pensar no amanhã, porque ele inevitavelmente virá, então espere e confira.

Que você pode viajar sozinho, mas ficar sozinho na viagem é uma opção...

Aprender que tudo na vida muda, inclusive você!!


Bertha S.

domingo, 28 de novembro de 2010

De Caio F. A. - Para uma avenca partindo

(...)Deixa eu te dizer antes que o ônibus parta que você cresceu em mim de um jeito completamente insuspeitado, assim como se você fosse apenas uma semente e eu plantasse você esperando ver uma plantinha qualquer, pequena, rala, uma avenca, talvez samambaia, no máximo uma roseira, é, não estou sendo agressivo não, esperava de você apenas coisas assim, avenca, samambaia, roseira, mas nunca, em nenhum momento essa coisa enorme que me obrigou a abrir todas as janelas, e depois as portas, e pouco a pouco derrubar todas as paredes e arrancar o telhado para que você crescesse livremente, você não cresceria se eu a mantivesse presa num pequeno vaso, eu compreendi a tempo que você precisava de muito espaço....

domingo, 21 de novembro de 2010

Você não me lê

Não é que eu não goste de você, eu gosto! Gosto até de mais, mas não confio em você, e não é que você tenha me dado motivos para deixar de confiar, é que eu nunca confiei mesmo.
Não quero que te ofendas, não é minha intenção, sei que chega a ser desconfortável, bem, seria se eu estivesse no seu lugar e você me dissesse estas coisas, mas é involuntário, realmente parece não depender de mim.
O querer conturbado vem cheio dessas coisas, e parece que quanto mais eu quero, mais eu desconfio, de tudo.
Minha insegurança vai extrapolando os níveis da normalidade, da moralidade, é sim... chega a ser imoral!
É amar o jeito que me olhas, me beijas, e me derreter ouvindo tudo o que me falas, quando me falas de nós, de um possível amor, de possíveis filhos e imaginar tudo aquilo como fazendo parte de um conto que você lê e eu sou a personagem principal.
Mudar essa realidade, bem...não depende de mim, desejar andar com passos mais lerdos, sim é o meu desejo, como se diante de nós estivesse a eternidade.
Não tenho com o que pagar para ver.
Você e eu, podíamos ser mais tranquilos, mais amenos, menos intensos.

Bertha S.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Bem, me olhe e com uma das suas mãos segure meu pescoço.
Bem, me beije... e com a sua outra mão, segure na minha cintura quando o fizer!


Bertha S.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

A ex mulher

Ela veio me contar que sentia falta do ex marido, que nunca concordou com a separação, o que já estava bem obvio antes mesmo de falar.
Eu disse: Mana, pra cada mulher linda de morrer, tem um cara cansado de comer.
Ela abriu os olhos espantada, arregalada veio confessar que ele antes de partir, não beijava, não falava, não amava.
Tua vida, tentas seguir em paz, não te deixa levar pelas malditas reações químicas de saudade que estão acontecendo no teu cérebro. Te conforma com a ida, não te conforma com a solidão, te agarra nas verdades, ignora as desilusões. Teu passado já fugiu amor.
Que ríspida, maldita tu estais sendo comigo!
Eu juro que não te arraso mais que ele... eu juro! Mas escutas as minhas verdades porque elas fazem parte do fato, amor. Eu só imagino o teu bem, eu só desejo isso.
E dela primeiro veio a dor, muito dolorida, aquela terrível sensação de perda, o choro abafado, a languidez, a vida que parece não ter rumo, nem sentido. Olha-se as fotos, passa-se o dias, perde-se a rotina, imagina-se novas lembranças de coisas que nem se viveu, ela só quer voltar, ela só quer voltar...
Depois veio a raiva, inconformada ela ficou, mal humorada, do nome dele ela tripudiava, não aceitava, xingava, se negava. Rasgou as fotos, queimou as roupas que ele havia esquecido por lá. Se perguntada, com deboche ela falava: Não me recordo deste nome! Forja-se a indiferença.
No final, já mais calma conseguia aceitar, até um leve sorriso ela esboçava de alguma boa lembrança. Ela estava amável, afável. Agora era disposta e já atraia olhares, passou a se pintar, voltou a frequentar os mesmos lugares que frequentava antes de casar, se deu conta que o que importa fica, sorriu mais livre, foi se deitar na cama de ex maridos e ex namorados de outras. E em uma dessas camas ela encontrou o amor de novo, e foi viver aquilo tudo que talvez já conhecera, talvez, porque nada é igual! Se permitiu, ela evoluiu, porque entende agora que não precisa estar indulgente, que sua felicidade é a SUA felicidade, e pronto, e ponto!


Bertha S.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Sim, de volta pros teus braços abertos.

Um sinal de alerta: Perdi a parte boa! Então me dei conta e comecei a observar... A bolha estourou, comecei a procurar por desculpas.

Venha pra dentro, tenho que te contar em que estado estou, tenho que te contar em meus tons mais altos, que comecei a procurar por um sinal de alerta.

Quando a verdade é: Eu sinto sua falta!
Sim, a verdade é, que sinto muito sua falta, estou cansada, não devia ter deixado você ir.

domingo, 24 de outubro de 2010

A sinergia dos relacionamentos

O mal costume de usar as informações do horóscopo como oráculo e o fato de que comigo a inspiração só flui se eu estiver demasiadamente feliz ou triste, anda as voltas me incomodando.
Durante uma conversa no almoço de sexta com uma amiga, eis que ela cita a verdade que ocorre entre uma grande parte das mulheres, estamos livres, somos completamente independentes em todos os aspectos, de boa aparência e comportamento e outras coisas mais que não precisam se citadas... Tudo o que queremos é um parceiro fixo pra fazer sexo e oferecer um pouco de companhia, levar pra sair, viajar, etc... até a conta do motel a gente racha. Porque está tão difícil os homens se interessarem por mulheres bem resolvidas??
Não engatamos mais nem um relacionamento sério depois do primeiro namorado da adolescência e inicio da fase adulta, e isso já faz 4, 5 anos. Tudo bem que a culpa da falta de tempo e de paciência, até certo ponto influencia e por vezes achamos que não estamos disposta o suficiente, mas vá lá... e quando estamos, quando nos dedicamos a alguém, encontramos tempo e vontade para quase tudo, só que ainda falta uma coisa demasiadamente importante: O sentimento, se o seu, e do parceiro não coincidirem no momento certo, ai já era.
Quando as coisas deixam de ser acertivas, elas começam a dar um relativo trabalho, deixam de ser simples. Namorar há 4, 5 anos atrás era fácil, o casal se conhecia, começava a sair e se beijar, e se apaixonava e namorava. Agora é um volume tão grande de informações e possibilidades para ambos os sexos, que você pode até conhecer alguém, sair algumas vezes com esse alguém, ficar e blá blá blá, mas se condicionam a não passar disso, seja por medo ( que diga-se de passagem é o pior dos motivos), seja por incompatibilidade financeira ou mental, ou intelectual, ou sexual.. enfim são muitos mais detalhes pra se conciliar antes de dar um passo mais sério.
E cá estamos, mulheres cheias de amor pra dar, a espera do seu companheiro compatível.

Bertha S.