segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Pra mim, nada banal!

Porque as vezes nos sentimos tentados à dirigir em alta velocidade? Você nem está atrasado, ou coisa assim, mas sente a maior vontade de sair "costurando" os carros a 130km/h.
Meus amores parecem que só valem à pena se forem muito sofridos, se forem constrangedores, se forem emocionáveis! Bem ou mal, mas não normal!
Parece até que estou vivendo um conto de fadas (bem macabro, como eu gosto), aquele que a princesa é humilhada, sofre danos físicos, perde entes queridos, é a vitima da conspiração alheia e sempre está quase para morrer.
As pessoas normais, não sei, mas talvez gostem dessa carnificina emocional toda. Parece que vem pra dar um saborzinho, um gostinho amargo. Seres humanos adoram dramatizar as coisas pelo visto, me enquadro nesse tipo.
Sossego... o que é isso? Paz... vende onde?
Minha forte inclinação à catástrofes amorosas me define, tem que sair devastado, chegar as ultimas consequências, tem que ser passional, o dia que eu não sou assim, é porque não me toca.
Vieram me dizer que eu não presto... Tentaram me convencer que a culpa é sempre minha, é eu até concordo... Mas é que eu não sou de dispensar oportunidades, é que eu fui muito acostumada a ganhar, sempre.
Romances começam e terminam com a mesma intensidade, da mesma forma que começa, acaba, como estranhos que fomos, assim retornamos.

Bertha S.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Minha partida rumo ao outro lado do mundo


Descobrir que o mundo é realmente muito grande e que você devia tentar conhecer o máximo que puder, porque ele muda a cada instante e existem pessoas maravilhosas nele.

Que sua família continuará sendo sua família não importa onde você esteja, e que a preocupação de pai nao diminui com a distância, independente de qual for.

Que amigos nunca são demais, e que pouco importa de onde ele veio, qual sua cultura ou etnia, sempre serão bem vindos, e que você tem que estar aberto para absorver tudo que eles possam te acrescentar.

Que saudades dói até você aprender a viver com ela, te amadurece.

Que nem sempre ter planos é bom... Evita frustrações e é bom viver um pouco sem ter que pensar no amanhã, porque ele inevitavelmente virá, então espere e confira.

Que você pode viajar sozinho, mas ficar sozinho na viagem é uma opção...

Aprender que tudo na vida muda, inclusive você!!


Bertha S.

domingo, 28 de novembro de 2010

De Caio F. A. - Para uma avenca partindo

(...)Deixa eu te dizer antes que o ônibus parta que você cresceu em mim de um jeito completamente insuspeitado, assim como se você fosse apenas uma semente e eu plantasse você esperando ver uma plantinha qualquer, pequena, rala, uma avenca, talvez samambaia, no máximo uma roseira, é, não estou sendo agressivo não, esperava de você apenas coisas assim, avenca, samambaia, roseira, mas nunca, em nenhum momento essa coisa enorme que me obrigou a abrir todas as janelas, e depois as portas, e pouco a pouco derrubar todas as paredes e arrancar o telhado para que você crescesse livremente, você não cresceria se eu a mantivesse presa num pequeno vaso, eu compreendi a tempo que você precisava de muito espaço....

domingo, 21 de novembro de 2010

Você não me lê

Não é que eu não goste de você, eu gosto! Gosto até de mais, mas não confio em você, e não é que você tenha me dado motivos para deixar de confiar, é que eu nunca confiei mesmo.
Não quero que te ofendas, não é minha intenção, sei que chega a ser desconfortável, bem, seria se eu estivesse no seu lugar e você me dissesse estas coisas, mas é involuntário, realmente parece não depender de mim.
O querer conturbado vem cheio dessas coisas, e parece que quanto mais eu quero, mais eu desconfio, de tudo.
Minha insegurança vai extrapolando os níveis da normalidade, da moralidade, é sim... chega a ser imoral!
É amar o jeito que me olhas, me beijas, e me derreter ouvindo tudo o que me falas, quando me falas de nós, de um possível amor, de possíveis filhos e imaginar tudo aquilo como fazendo parte de um conto que você lê e eu sou a personagem principal.
Mudar essa realidade, bem...não depende de mim, desejar andar com passos mais lerdos, sim é o meu desejo, como se diante de nós estivesse a eternidade.
Não tenho com o que pagar para ver.
Você e eu, podíamos ser mais tranquilos, mais amenos, menos intensos.

Bertha S.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Bem, me olhe e com uma das suas mãos segure meu pescoço.
Bem, me beije... e com a sua outra mão, segure na minha cintura quando o fizer!


Bertha S.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

A ex mulher

Ela veio me contar que sentia falta do ex marido, que nunca concordou com a separação, o que já estava bem obvio antes mesmo de falar.
Eu disse: Mana, pra cada mulher linda de morrer, tem um cara cansado de comer.
Ela abriu os olhos espantada, arregalada veio confessar que ele antes de partir, não beijava, não falava, não amava.
Tua vida, tentas seguir em paz, não te deixa levar pelas malditas reações químicas de saudade que estão acontecendo no teu cérebro. Te conforma com a ida, não te conforma com a solidão, te agarra nas verdades, ignora as desilusões. Teu passado já fugiu amor.
Que ríspida, maldita tu estais sendo comigo!
Eu juro que não te arraso mais que ele... eu juro! Mas escutas as minhas verdades porque elas fazem parte do fato, amor. Eu só imagino o teu bem, eu só desejo isso.
E dela primeiro veio a dor, muito dolorida, aquela terrível sensação de perda, o choro abafado, a languidez, a vida que parece não ter rumo, nem sentido. Olha-se as fotos, passa-se o dias, perde-se a rotina, imagina-se novas lembranças de coisas que nem se viveu, ela só quer voltar, ela só quer voltar...
Depois veio a raiva, inconformada ela ficou, mal humorada, do nome dele ela tripudiava, não aceitava, xingava, se negava. Rasgou as fotos, queimou as roupas que ele havia esquecido por lá. Se perguntada, com deboche ela falava: Não me recordo deste nome! Forja-se a indiferença.
No final, já mais calma conseguia aceitar, até um leve sorriso ela esboçava de alguma boa lembrança. Ela estava amável, afável. Agora era disposta e já atraia olhares, passou a se pintar, voltou a frequentar os mesmos lugares que frequentava antes de casar, se deu conta que o que importa fica, sorriu mais livre, foi se deitar na cama de ex maridos e ex namorados de outras. E em uma dessas camas ela encontrou o amor de novo, e foi viver aquilo tudo que talvez já conhecera, talvez, porque nada é igual! Se permitiu, ela evoluiu, porque entende agora que não precisa estar indulgente, que sua felicidade é a SUA felicidade, e pronto, e ponto!


Bertha S.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Sim, de volta pros teus braços abertos.

Um sinal de alerta: Perdi a parte boa! Então me dei conta e comecei a observar... A bolha estourou, comecei a procurar por desculpas.

Venha pra dentro, tenho que te contar em que estado estou, tenho que te contar em meus tons mais altos, que comecei a procurar por um sinal de alerta.

Quando a verdade é: Eu sinto sua falta!
Sim, a verdade é, que sinto muito sua falta, estou cansada, não devia ter deixado você ir.